O uso intensivo da tecnologia tem gerado profundas transformações na sociedade. Nas empresas, a digitalização dos negócios afeta diretamente os modelos de negócios e a forma como os colaboradores se relacionam com o trabalho e com as corporações. Na prática, a facilidade de conectar-se à rede corporativa dos mais diversos dispositivos, a qualquer hora e local, cria novas possibilidades de trabalho e exige que as empresas repensem a relação com os recursos tecnológicos e com os colaboradores.
No Brasil, essa transformação da força de trabalho já está em andamento, conforme demonstra um estudo recente, patrocinado pela Dell e Intel. O levantamento aponta que 53% dos profissionais brasileiros já realizam alguma tarefa profissional de casa em algum momento da semana, contra uma média mundial de 34%. A maioria aponta que essa flexibilidade de escolher o local de trabalho permite um melhor equilíbrio de vida e concentração para realizar tarefas profissionais.
Por outro lado, o mesmo estudo, batizado de Future Workforce (ou Força do Trabalho do Futuro, em português), aponta que só 31% dos profissionais brasileiros consideram que as empresas dão total suporte tecnológico para a realização de atividades quando estão trabalhando de forma remota. O que demonstra um descompasso entre as necessidades dos colaboradores e os recursos fornecidos pelas organizações.
A situação é particularmente preocupante para as empresas se considerarmos que a tecnologia tende a ser um fator decisivo para atração e retenção de talentos. Segundo o levantamento, nove em cada dez brasileiros analisam os recursos tecnológicos fornecidos pela companhia como uma questão relevante na hora de aceitar um novo emprego.
A boa notícia está no fato de que o mesmo avanço tecnológico que tem impulsionado a transformação da força de trabalho permite hoje que as organizações se adaptem rapidamente às novas necessidades dos colaboradores. O que passa por computadores com design e funcionalidades que atendam às necessidades de mobilidade e flexibilidade dos profissionais, mas que atendam aos requisitos de segurança e gerenciamento dos departamentos de TI.
Da mesma forma, existe hoje uma vasta oferta de sistemas e soluções que permitem às organizações criar políticas voltadas a promover a flexibilidade de horário e de local de trabalho, assim como possibilitam o uso de dispositivos pessoais no ambiente corporativo, sem abrir mão da produtividade e controle demandados pelas organizações.
*Rosandra Silveira é vice-presidente para consumidor final e pequenas empresas da Dell Brasil.
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