Os avanços tecnológicos foram fundamentais para a popularização e disseminação da formação superior nas mais diversas áreas do conhecimento
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O ensino à distância, ou EaD, é uma modalidade de ensino responsável por abrir portas para milhões de estudantes que, por alguma razão, não conseguem realizar seus estudos presencialmente. E, embora hoje ela se encontre avançada em termos tecnológicos, nem sempre foi assim.
É possível remontar o ensino à distância para o começo do século XX, quando cursos de datilografia eram oferecidos em jornais de grande circulação. Contudo, foi na metade desse mesmo século que escolas radiofônicas foram organizadas com o intuito de alfabetizar jovens e adultos, focadas principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
A popularização do ensino à distância no Brasil
Nos anos 60 e 70, a instauração de emissoras de televisão educativas e universitárias ampliou o acesso ao conhecimento, sendo um grande marco para o ensino à distância. Não muito tempo depois, a ABT — Associação Brasileira de Teleducação —, passou a formar professores por correspondência.
Dessa forma, a tecnologia disponível na época, como TV por satélite, foi fundamental para propagação dos conhecimentos. Outro marco importante dessa mesma época foi a criação da SEED/MEC, a Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação, que desenvolveu o Programa TV Escola.
Na década de 90 e 2000, o advento dos computadores pessoais ou PCs e de tecnologias como o CD-ROM, bem como o começo da popularização da internet, foram acontecimentos fundamentais para o boom de cursos que viriam logo após. O credenciamento de vários cursos à distância pelo MEC deu o aval técnico e legal para a criação de cursos de graduação, pós-graduação, entre outros.
Do início da década de 2010 até hoje, a modalidade cresceu mais de 470%, principalmente devido às ofertas das universidades privadas. À época da pandemia de covid-19, o número de matrículas em cursos à distância foi maior que das presenças, que em dez anos caiu cerca de 30%.
Hoje, as licenciaturas concentram mais de 60% dos estudantes nas aulas online, por exemplo. Contudo, há um grande debate na sociedade quanto à formação a distância para algumas áreas. Por conta disso, recentemente o MEC suspendeu a criação de cursos de graduação na modalidade à distância, de modo a garantir uma expansão mais qualificada e planejada da modalidade.
A posição do MEC para alguns cursos
Licenciaturas e pedagogia seriam os cursos mais afetados, pois deixariam de ser 100% remotos, precisando que metade das suas aulas sejam presenciais. O Sistema Confea/Crea, ou seja, os Conselhos Nacionais de Engenharia, também defende a importância da carga horária presencial, como no caso do curso de engenharia elétrica EAD.
Por ora, a decisão do MEC no sentido de diminuir a oferta de cursos ou de mudar a carga horário encontra-se suspensa. O Diretor de Regulação de Educação Superior do (MEC), Daniel Ximenes, sinaliza, contudo, que áreas como engenharia, saúde e educação “são áreas muito sensíveis, importantes, que vão precisar ter cargas de presencialidade mais significativas”.
De qualquer forma, o EaD é hoje um meio muito mais acessível para quem deseja estudar, devido à sua flexibilidade, e tem ganhado cada vez mais força por meio de novas metodologias, como a gamificação e o advento das IAs. A modalidade também facilita o intercâmbio entre vários estudantes, enriquecendo o aprendizado. Além disso, o mercado de trabalho acolhe bem os egressos das EaDs.
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