No cenário atual, o emprego de plataformas digitais nas estratégias de planejamento é inevitável. Empresas que ignoram a tecnologia perdem competitividade e potencial de crescimento
A digitalização do comércio é um fenômeno em constante crescimento, com resultados positivos por mais de uma década. Em 2020, com a chegada da pandemia de covid-19, esse processo tornou-se mais intenso, acelerando o investimento em tecnologia de milhares de empresas. No Brasil, esse fenômeno tornou-se essencial para a sobrevivência de micro, pequenas e médias empresas, que encontram no comércio virtual uma forma de diversificar seus clientes e aumentar suas fontes de faturamento.
Com a implementação de barreiras sanitárias como forma de frear o contágio do novo coronavírus, diversos empreendedores tiveram que adaptar seus negócios. O cenário pressionou empresários, de vários ramos, a investir na reinvenção de suas estratégias e planos de negócio, encontrando no ambiente virtual uma alternativa para socorrê-los da crise.
Um grande número de empresas, inclusive as Pequenas e Médias Empresas (PMEs), realizaram uma transição para o comércio digital, mesmo com dificuldades. De acordo com levantamento do Sebrae, na pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizado em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 59% das micro e pequenas empresas utilizavam plataformas digitais em maio de 2020.
O Sebrae, em um estudo mais recente, chegou à conclusão que 75% de todos os empreendimentos brasileiros adotam as redes sociais como estratégia de ampliação de vendas. Entre os Microempreendedores Individuais (MEIs), o emprego de plataformas digitais atinge a marca de 76%, enquanto o uso por micro e pequenas empresas atinge 73%. O faturamento das empresas desses portes, incluindo também as empresas médias, pode chegar a ter 40% atrelado ao e-commerce.
Décio Lima, presidente do Sebrae, relata que no período entre 2019 e 2022 a procura por conteúdos sobre o mercado virtual registrou um aumento de 220%, gerando mais de 8 milhões de acessos ao site da instituição.
A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) aponta que o e-commerce gerou, aproximadamente, 400 milhões de operações de compras, causando a movimentação de R$185,7 bilhões em 2023. Para os próximos anos, estimativas do órgão apontam para um acréscimo de 50% das transações, podendo chegar a um faturamento de aproximadamente R$278 bilhões em 2028. O número de lojas digitais no país aumentou em 6,8% entre 2021 e 2022, ultrapassando 565 mil.
A implementação de tecnologia é uma grande aliada para negócios de todos os portes, desde micro até as grandes empresas. Entretanto, ela não deve ser vista apenas como um instrumento para o aumento de vendas no ambiente virtual. A maioria dos negócios também se beneficia da sua implementação no ambiente interno, facilitando tarefas diárias, procedimentos e armazenamento e análise de dados, entre outros.
Os mais variados setores podem aperfeiçoar suas atividades com o emprego de tecnologia, inclusive o imobiliário. No ambiente interno, investindo no melhor software para imobiliária, um sistema exclusivo dedicado ao segmento agilizará grande parte de seus processos. Enquanto isso, a presença digital nas redes permite atingir mais pessoas e facilitar o contato com elas e, até mesmo, mostrar o catálogo de imóveis disponíveis para aluguel e venda.
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