Com a digitalização, não somente a produtividade aumenta, mas também se abrem caminhos para um setor mais sustentável
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No território brasileiro, a demanda por gás natural, considerando as últimas duas décadas, cresceu 6%. Este aumento aconteceu especialmente em função do consumo gerado pelas indústrias e termelétricas. Embora tradicionalmente a indústria de petróleo e gás seja conhecida por suas megaestruturas, atualmente, o segmento está passando por uma série de transformações.
Assim como outros modelos e processos produtivos do mercado, o avanço exponencial da tecnologia culminou em um estágio do tempo histórico que se evidencia pelo uso intensivo de tecnologias, a partir da integração da Internet das Coisas (IoT), da Inteligência Artificial (IA) e da engenharia de software, entre outras tecnologias, em uma série de setores.
Estas tecnologias, no que diz respeito à indústria de petróleo e gás, a fim de acompanhar o crescimento da demanda, estão transformando a forma como as empresas extraem, processam e distribuem os recursos oriundos deste tipo de atividade. A IoT, por exemplo, viabiliza o uso de sensores inteligentes em toda a cadeia de produção.
Nos dutos de gás e oleodutos, os sensores fazem o processo de monitoramento em tempo real das condições de temperatura e pressão, ou seja, da integridade estrutural propriamente dita. Este tipo de acompanhamento contínuo possibilita que, durante o processo produtivo, seja possível verificar possíveis vazamentos ou falhas antes que o quadro evolua para cenários mais graves.
Os dispositivos de IoT também mostram-se essenciais para a coleta de dados que alimentam sistemas de manutenção preditiva. Assim, torna-se possível identificar padrões de desgaste ou risco, considerando a base histórica de funcionamento da estrutura. No fim, reduz significativamente os custos operacionais, visto que evita paradas não planejadas.
A engenharia de software, nesse emaranhado, parece ser elementar na estruturação e na interpretação das informações coletadas. É importante entender que, na cadeia produtiva, dificilmente, os processos podem ser operados e analisados de forma não integral.
Não é à toa que as plataformas digitais são desenvolvidas para integrar todas as etapas da cadeia produtiva, desde a extração até a distribuição, além de simular diferentes cenários operacionais, otimizando rotas de transporte, entre outros.
Um caso concreto é a contratação do software Wisdom (Well Integrity System) pela Petrobras. O software foi desenvolvido pela startup Wikki Data, em parceria com a Coppe-UFRJ e o Cenpes. O sistema emprega IA para correlacionar dados de pressão, temperatura e vazão, identificando falhas na integridade dos poços.
Hoje, com algoritmos capazes de identificar determinados padrões e prever comportamentos, a IA ajuda diretamente a antecipar variações na demanda energética e a ajustar a produção, conforme necessário, além de servir, também, para a detecção de anomalias operacionais.
A digitalização tem impactado significativamente diversos setores, e as empresas do segmento de gás não são exceção. Para uma distribuidora de gás moderna, a adoção de tecnologias como IoT e IA é fundamental para otimizar a operação, garantir a segurança da rede e oferecer um serviço de qualidade superior.
Isso permite um monitoramento mais preciso das tubulações, a previsão de demanda com maior acurácia e a gestão eficiente do fluxo de gás, resultando em menos interrupções e maior confiabilidade para os consumidores.
No fim, a indústria de petróleo e gás, ao que tudo indica, dependerá cada vez mais da capacidade de incorporação de tecnologias que permitam associar o aumento da capacidade de produção com a redução dos riscos, seja na esfera ambiental ou social. Não se trata de uma tendência deste tempo histórico, mas, sim, um fato, especialmente no enfrentamento dos desafios atrelados ao equilíbrio entre sociedade e natureza.
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