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Blindagem automotiva: como a tecnologia contribui para sua difusão

Novos materiais, processos automatizados e barateamento nos custos de produção têm feito com que a blindagem de veículos no Brasil cresça cada dia mais

Créditos: istock/ilbusca

O Brasil tem se consolidado como um dos mercados mais importantes para carros blindados no mundo. Hoje, o país é o maior produtor de blindados, chegando a fabricar quatro vezes mais que o segundo lugar, o México. Os dados são da Abrablin (Associação Brasileira de Blindagem). Já são mais de 400 mil veículos com alguma blindagem trafegando nas ruas do país.

Aumento da frota de blindados nas ruas

A alta procura, o avanço nos métodos produtivos e a descoberta de novos materiais tecnológicos têm contribuído com o avanço da blindagem. Afinal, promovem o barateamento dos custos de instalação. Isso tem atraído cada vez mais novos consumidores, não somente os de luxo, outrora mais associados aos carros blindados.

Até mesmo os carros elétricos, ainda que em menor número nas ruas, representam uma fatia importante no mercado de blindagem. Os veículos da chinesa BYD só ficam atrás das tradicionais Toyota, Jeep, BMW e Volkswagen. A instalação de blindagem nos elétricos exige cuidado redobrado com seus componentes, além de um ambiente controlado.

Hoje, boa parte da produção dos itens para blindagem se dá localmente. Ou seja, tanto vidros blindados como as coberturas balísticas para portas são fabricadas no Brasil. A maioria das coberturas é feita de aço, cerâmica, fibras de aramida e polímeros. Cada componente tem características próprias, vantagens e desvantagens, quando comparados.

Inovação em materiais e preservação da dirigibilidade

O aço balístico, por exemplo, é o mais acessível. Contudo, adiciona um grande peso à estrutura do carro, o que pode comprometer seu desempenho, por exemplo. A cerâmica balística, por sua vez, é mais tecnológica. Mais leve, é bastante eficaz contra projéteis, embora seja mais cara.

Há ainda a fibra de aramida, muito mais flexível e capaz de se adaptar melhor às curvas do design dos veículos, com grande proteção. O tipo de material escolhido pode variar com o nível da blindagem. Geralmente, a blindagem 3A já é suficiente para uso urbano, oferecendo proteção contra disparos de pistola e até mesmo submetralhadoras.

A blindagem de nível 3 é a mais utilizada no Brasil. Ela traz equilíbrio entre uma proteção eficaz e a preservação total da harmonia estética e funcional do automóvel. Além disso, costuma trazer consigo isolamento acústico, melhorando a experiência de dirigir. Fora que agrega valor ao patrimônio e maior valorização na hora da revenda.

Os polímeros de alto peso molecular (UHMWPE), a própria fibra de aramida, os polímeros de alta resistência e o Kevlar são o que o mercado possui de mais tecnológico atualmente. As vantagens desses materiais são muitas: sua leveza oferece alto nível de proteção, sem afetar a estrutura do veículo.

Isso significa que não há desgaste excessivo em freios e suspensão, então o carro não sofrerá deslocamento do seu centro de gravidade, o que impacta diretamente na sua dirigibilidade, e o consumo de combustível não é tão prejudicado. De qualquer forma, a blindagem não é recomendada para carros de motorização mais fraca, como 1.0.

Em franca ascensão, a blindagem deixou de ser algo restrito a um mercado de luxo. A tecnologia, a automação dos processos e o barateamento de custos têm permitido que muitas famílias trafeguem com mais segurança e paz nas ruas dos grandes centros urbanos, sendo uma alternativa para o fenômeno da insegurança das cidades.

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