Volta e meia a equipe de pesquisas da Disney compartilha novidades sobre o trabalho tecnológico que desenvolve, exibindo desde sistemas que melhoram a qualidade na criação de animações a um método que transforma uma sala em um “carregador sem fio gigante”. Nesta quarta-feira, 25, a empresa revelou um sistema, desenvolvido em parceria com o Instituto de Tecnologia da Califórnia, de inteligência artificial capaz de entender como as pessoas se sentem e reagem a qualquer filme.
As expressões faciais, como relata o Tech Crunch, são confiáveis na hora de perceber se alguém está aproveitando algo ou não, além de serem modificadas em tempo real. Em testes, a novidade se mostrou melhor do que as soluções existentes para capturar informações complexas e em movimento, como a mudança de um rosto ao assistir a um filme.

O mapeamento e comparação das expressões também acontece rapidamente. Durante os experimentos da Disney, o sistema conseguiu identificar, por exemplo, quanto tempo a audiência demorou para se empolgar com o que estava assistindo e, mais tarde, passou a prever quando algo chamaria a atenção do público.
O projeto está em fase inicial e os resultados são animadores, mas Disney garante que há muito o que fazer. “EÌ muito mais informação do que um ser humano pode fornecer sobre o que estaÌ assistindo. Os computadores entram para resumir esses sem perder detalhes importantes”, explica Peter Carr, um dos responsáveis pelo estudo.
Vida real
Para quem assite aos filmes, a adoção de um sistema capaz de prever a reação das pessoas de maneira cada vez mais acertada pode, no futuro, eliminar as chances de não gostar do que está vendo. Para as empresas, isso significa uma redução nas chances de prejuízo por rejeição dos espectadores.
“Compreender o comportamento humano é fundamental para o desenvolvimento de sistemas que apresentam maior inteligência comportamental e social. Por exemplo, o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial para auxiliar no monitoramento e no cuidado de idosos depende de pistas de sua linguagem corporal. Afinal, as pessoas nem sempre dizem explicitamente que são infelizes ou têm algum problema “, conta Yisong Yue, da Universidade de Tecnologia da California.
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