Pesquisas realizadas no Reino Unido e na Coreia do Sul unem Inteligência Artificial e tecnologia de materiais para sanar esse problema tão danoso para motoristas
Um dos principais problemas nas vias brasileiras, os buracos são um grande inimigo dos motoristas. Seja nas ruas das cidades ou nas estradas, eles causam prejuízo financeiro e também podem até mesmo provocar acidentes. Porém, cada vez mais a ciência busca uma solução definitiva para acabar de vez com esses vilões.
O Brasil é um país cujo principal meio de transporte e locomoção se dá pelo modal rodoviário. Isto é, ônibus, caminhões e carros são os principais meios para o deslocamento de pessoas e produtos. Logo, a alta rodagem nas vias, somada às intempéries climáticas, formam um cenário perfeito para um desgaste acelerado do asfalto.
Isso acontece principalmente pelo fato de a pavimentação ser composta por brita e outros materiais granulosos, que, uma vez prensados, recebem uma camada de asfalto. No entanto, estes não são completamente impermeáveis e permitem a entrada de água, que age descolando toda essa mistura. Assim nascem os buracos. A grande variedade na qualidade dos asfaltos também é um fator importante nessa equação.
Ainda assim, engenheiros seguem perseguindo materiais mais resistentes, mas que podem ser inviabilizados pelo alto custo de aplicação. O concreto já se apresentou como uma alternativa interessante, pois aguenta melhor as altas temperaturas e o impacto dos automóveis, sendo utilizado em corredores de ônibus. O asfalto-borracha, um composto feito de pneus reciclados, é utilizado em estradas importantes de São Paulo.
Mas o problema não se restringe só ao Brasil. Cientistas do Reino Unido desenvolveram um robô autônomo que conserta o asfalto utilizando um algoritmo e que inclusive prevê quais pontos precisam de reparo. Com um design parecido com o de um rolo compressor, a máquina ajudará as autoridades a tapar os quase 2 milhões de buracos que surgem por lá todos os anos.
Já na Coreia do Sul, uma inteligência artificial foi desenvolvida pelo Instituto Coreano de Engenharia Civil e Tecnologia de Construção com o objetivo de mapear buracos na estrada e notificar o órgão responsável por essa manutenção a cada três horas. A IA faz distinção entre sombras, pneus e marcações na pista – algo que sistemas anteriores não eram capazes -, sendo precisa na análise e na velocidade de envio das informações.
Ambos os países sofrem também com temperaturas baixíssimas, outro fator que acelera a deterioração do asfalto. No entanto, um projeto britânico feito na Universidade de Surrey visa levar aquecimento para o asfalto, por meio de bombas de calor e microcápsulas que absorvem a temperatura mais alta dos dias mais quentes e a liberam quando necessário. O solo armazenaria calor suficiente para que a água que escoa no asfalto não congele.
Enquanto tecnologias de ponta não chegam ao Brasil, resta às autoridades que utilizem asfalto de melhor qualidade e que se programem nos reparos: o asfalto possui um tempo útil que beira os 10 anos, e deve ser reaplicado. Para o condutor, o uso de pneus aro 14, por exemplo, de qualidade e bem calibrados pode minimizar os problemas ao se deparar com um buraco, uma vez que eles são o primeiro componente a absorver o impacto.
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