Conhecimento técnico não é mais o suficiente para se destacar, esses conhecimentos devem ser aliados às habilidades sociais e comportamentais
A área da tecnologia é conhecida por ser dinâmica e muito competitiva. Para ter uma carreira bem-sucedida, é preciso estar atento às mudanças que ocorrem constantemente, inclusive ter aptidões que vão além do conhecimento técnico. Frequentemente, gestores e recrutadores avaliam se seus colaboradores ou candidatos possuem habilidades sociais e comportamentais, chamadas de soft skills, necessárias para o trabalho em equipe e em conformidade com a cultura da empresa.
Durante a década de 60, o exército norte-americano separou os conhecimentos e habilidades necessários para suas atividades em dois grupos principais: hard skills e soft skills. Enquanto o primeiro referia-se ao conhecimento técnico, relacionado ao manuseio de seu “maquinário”, o segundo referia-se às aptidões que não se encaixavam na categoria anterior, subjetivas e mais difíceis de serem mensuradas, como as habilidades sociais e comportamentais.
Assim como as forças armadas perceberam o valor e a importância de seus soldados conseguirem se relacionar bem uns com os outros, o mesmo aconteceu com o mundo corporativo, que passou a empregar esse conceito em suas diferentes áreas, incluindo o setor de tecnologia.
Com a popularização desses conceitos, as empresas de tecnologia passaram a procurar profissionais capacitados que saibam trabalhar bem em equipe e que estejam aptos para enfrentar os desafios do dia a dia. Algumas das soft skills mais procuradas e requeridas na área de TI são:
Comunicação
A habilidade de comunicação é muito importante para qualquer pessoa, inclusive para os profissionais de TI. Comunicar-se com clareza, de maneira eficaz, expressar suas dúvidas a respeito das atividades a serem desenvolvidas, repassar as informações mais importantes para a equipe faz toda a diferença no dia a dia e pode beneficiar a vida profissional e pessoal.
Inteligência emocional
A inteligência emocional diz respeito a conhecer as próprias emoções e identificar a melhor maneira de lidar com elas. Não é sobre reprimir aquilo que está sentindo, mas sentir e, com o autoconhecimento, saber como agir de maneira positiva e construtiva, sem prejudicar o trabalho.
Além de promover o autoconhecimento, a inteligência emocional também permite interpretar as emoções e os sinais de outras pessoas, ajuda a exercitar a empatia e a construir relações interpessoais.
Gestão de tempo
A organização de tempo é imprescindível em qualquer área. Os profissionais devem saber reconhecer quais são as atividades prioritárias, quais delas trarão resultados positivos mais rapidamente e, sobretudo, que respeitem os prazos estabelecidos. Ainda, com uma boa gestão de tempo, é possível separar melhor a vida pessoal da profissional.
Aprendizado contínuo e vontade de aprender
Com o mundo tecnológico em constante avanço e desenvolvimento, é imprescindível estar atento a essa dinâmica e aberto a novos conhecimentos. O profissional de TI não deve se fechar para adquirir novas experiências. Ele deve ter o perfil de procurar novos desafios e se interessar por expandir seus horizontes com novas perspectivas e saberes.
Criatividade
A criatividade é essencial nesse ramo, que é marcado por inovações. É preciso pensar fora da caixa para promover soluções, para pensar novas tecnologias e produtos, para imaginar novas experiências para o consumidor final. Sem criatividade, inovações tecnológicas como a internet, os smartphones, as fintechs e muitas outras jamais aconteceriam.
Autoconhecimento e autopercepção
Essas soft skills são essenciais para o âmbito profissional ou pessoal. É importante fazer um exercício de reflexão para entender suas próprias facilidades (seus pontos fortes) e dificuldades (seus pontos fracos), o que também pode ser um aliado na aquisição de novas habilidades.
Conhecendo a si mesmo mais a fundo, as soft skills podem ser exercitadas e adquiridas através de situações e cenários cotidianos, até mesmo na faculdade de análise e desenvolvimento de sistemas, de ciência da computação ou engenharia da computação, por exemplo. Desde o início da formação, o profissional é preparado com o conhecimento técnico, ao mesmo tempo em que se depara com as dinâmicas da vivência na área.
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