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“Código”, “sintaxe” e “java” estão entre os 10 termos de programação que mais geram dúvidas nos brasileiros; confira os demais

Um orçamento da empresa dividido entre “front-end” e “back-end”. Uma reunião em que a equipe de tecnologia justifica um prazo pela complexidade do “código”. Um projeto que depende de “integração via API” para sair do papel. Nos últimos anos — em especial, com a chegada da IA —, termos como esses deixaram de circular apenas entre desenvolvedores e aparecem em áreas sem relação direta com tecnologia… mas nem sempre acompanhados de uma explicação.

No mês em que o país celebra o Dia do Programador, comemorado em 13 de setembro, a Locaweb, especialista em hospedagem de sites e infraestrutura digital, ouviu profissionais de diferentes áreas para identificar quais conceitos da programação geram mais dúvidas no dia a dia. O resultado surpreende: “código”, termo que dá nome a uma das principais atividades da área, foi considerado o mais difícil pelos brasileiros, seguido por “sintaxe” e “java”.

Mas, afinal, quais outras expressões seguem gerando dúvidas, mesmo entre quem convive indiretamente com a área de tecnologia todos os dias? A resposta está no ranking a seguir, que reúne os dez conceitos mais citados, cada um com uma explicação da Locaweb. Confira!

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“Código” e “sintaxe”: termos básicos da programação ainda são a maior dúvida

Líder do levantamento, “código” tem uma definição menos complexa do que o nome sugere. Em poucas palavras, trata-se do conjunto de instruções escritas por um desenvolvedor para que o computador execute uma tarefa — como exibir um botão de compra em um site ou calcular o preço de um frete. Na prática, é esse trabalho que está sendo contratado quando uma empresa fecha um projeto de desenvolvimento, seja com um fornecedor externo ou com uma equipe interna.

Em seguida, vem “sintaxe”, que funciona como a gramática de cada linguagem de programação: o conjunto de regras que determina como as instruções devem ser escritas para funcionar. Assim como um único erro pode mudar o sentido de uma frase, um símbolo fora do lugar também pode fazer com que um sistema inteiro deixe de funcionar, o que ajuda a explicar por que etapas de teste e revisão ocupam parte relevante de qualquer cronograma.

Ainda sobre os fundamentos, aparece entre as palavras desafiadoras o termo “algoritmos”, em quinto lugar, termo associado principalmente às redes sociais. Na programação, vale dizer que um algoritmo é uma sequência de instruções para resolver um problema ou realizar uma tarefa, algo próximo de uma receita, em que cada etapa precisa ser cumprida em determinada ordem. É o que está por trás do envio automático de e-mails, por exemplo, de uma recomendação de produto ou do cálculo de reposição do estoque de um e-commerce.

Java e Python: linguagens que seguem causando confusão 

Lançada em 1995 pela Sun Microsystems, “Java” ocupa a terceira posição e é uma linguagem de programação de uso geral, amplamente utilizada no desenvolvimento de sistemas, aplicações web e soluções corporativas. Entre suas características estão a orientação a objetos e a portabilidade entre diferentes sistemas por meio da Java Virtual Machine (JVM).

“Python”, por sua vez, aparece em sexto. Aqui, estamos falando de uma linguagem desenvolvida com foco em simplicidade e legibilidade, características que contribuíram para sua ampla adoção. Atualmente, é bastante utilizada em áreas como ciência de dados e inteligência artificial.

“Java se destaca pela robustez e escalabilidade em sistemas corporativos, enquanto Python é reconhecida pela produtividade e facilidade de aprendizado”, explica Patrice Ramos, diretor de Produtos e Engenharia da Locaweb. “Essa escolha não fica restrita à área técnica: ela influencia o prazo, o custo de manutenção de uma solução e a facilidade de encontrar profissionais para dar continuidade a determinados projetos”. 

Outro conjunto de expressões que aparecem no ranking diz respeito às camadas que formam um site ou aplicativo. Em quarto lugar está “API”, sigla para interface de programação de aplicações, que permite que diferentes programas se comuniquem e troquem informações de forma padronizada. É por meio de APIs, aliás, que um site conversa com o meio de pagamento, com a transportadora, com o ERP e com as ferramentas usadas por marketing, vendas e financeiro.

Já “front-end” responde pela parte que o usuário vê e utiliza, como o layout, usabilidade e desempenho de um app, enquanto “back-end” diz respeito ao que acontece nos bastidores: processamento e armazenamento de dados, segurança e integração com outros sistemas. Enquanto a camada visual se ocupa da interação, por exemplo,é o back-end que processa as solicitações, executa a lógica da aplicação e devolve os resultados ao usuário. 

Software ou hardware?

No final da lista, certos itens mostram que nem os termos mais antigos escaparam das dúvidas. “Cibersegurança”, oitava colocada, reúne as práticas e tecnologias voltadas a proteger sistemas, redes e dados contra ataques e acessos indevidos — tema que deixou de ser exclusividade das áreas de TI à medida que vazamentos e golpes digitais se tornaram mais frequentes.

Logo depois vem a dupla “software/hardware”, cuja distinção é simples: “hardware” são os componentes físicos de um equipamento, como processador, HD, SSD, placa-mãe e placa de vídeo, enquanto o “software” é o programa instalado no dispositivo ou acessado pela nuvem, que permite a realização de tarefas em diversos aparelhos.

“Boa parte desses conceitos descreve decisões que profissionais e empresas já tomam na rotina, mas que ficam invisíveis por trás do nome técnico, geralmente em inglês. Quando esse vocabulário é traduzido para o dia a dia de trabalho, ele deixa de ser uma barreira na conversa com fornecedores e com a área técnica e passa a ser um critério de decisão”, explica Ramos.

Metodologia

Para identificar os termos do universo da programação que mais geram dúvidas no país, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 profissionais de diferentes áreas de atuação, maiores de 18 anos, residentes em todas as regiões e conectados à internet. 

Os participantes foram convidados a indicar quais termos e conceitos da área consideram mais difíceis de compreender. Em seguida, as respostas foram organizadas em um ranking com as dez expressões mais citadas.

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