Diferentes perfis possuem diferentes necessidades, mas hoje as gerações mais novas têm estabelecido o padrão do que é procurado pelos trabalhadores
Assim como as empresas fazem, muitos trabalhadores também reivindicam suas preferências e exigências na hora de optar por uma vaga de emprego. O mundo do trabalho é bastante dinâmico e o tempo em que somente o salário ou as oportunidades de carreira eram os principais chamarizes para os trabalhadores passou.
Hoje, principalmente entre as gerações mais novas, o ambiente de trabalho tem contado muito mais que o salário ou os benefícios oferecidos pelas empresas. O ponto de inflexão foi certamente a pandemia de Covid-19: dali em diante, a adoção do home office, ou ao menos a flexibilidade de trabalho, foi um fator que mostrou que veio para ficar. O tempo despendido no ambiente de trabalho precisaria, portanto, ter muito mais qualidade.
Isso acontece também pelo fato de os trabalhadores procurarem mais equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. O advento de novas tecnologias tem possibilitado isso, afinal, muito mais trabalho pode ser feito com menos dispêndio de tempo. A empresa capaz de dosar isso conseguirá ter muito mais sucesso em reter seus talentos: uma pesquisa da Catho revelou que 93% das pessoas pensam em mudar de emprego.
Somado a tudo isso, a oportunidade de aprendizado tem entrado muito em voga. Crescimento e aprimoramento pessoal e profissional são demandas procuradas não só pela geração Z, mas também pelos millennials. Além do claro benefício para a empresa, essas oportunidades saciam a vontade de conhecimento que acompanha essas gerações. A vontade de contribuir mais com a sociedade como um todo é um motor importante para eles.
Segundo relatório da McKinsey, as novas gerações representarão 25% da força de trabalho mundial até 2025. Um desafio a ser encarado é como essa geração, menos afeita a pertencer a uma mesma empresa, galgará posições de liderança. Pertencimento será a questão da vez e a resposta para esse desafio. Ambientes de trabalho e empresas mais preocupadas com a conectividade entre pessoas e que sejam mais humanizadas deverão ser o novo padrão.
E claro, os salários e benefícios, como o vale-alimentação e até mesmo o vale-cultura ou assistência médica, além de cursos de capacitação e bolsas de estudo, reforçarão as gerações mais novas a vestirem a camisa da empresa e arregaçarem as mangas com muito mais empenho e dedicação.
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