Conheça um pouco da história de mulheres incríveis dentro do contexto dos games
Não é novidade que, devido ao machismo e patriarcado enraizado na sociedade, as mulheres são excluídas de diversos âmbitos e profissões que são consideradas “masculinas”. Infelizmente, o mundo dos jogos é um desses: as mulheres frequentemente encontram dificuldades para ocupá-lo e, muitas vezes, estão sujeitas a xingamentos, assédios e preconceitos, o que faz com que grande parte delas tenha atitudes que escondam seu gênero, como não abrir o microfone quando jogam.
Frases como “homens têm melhor orientação espacial e se desenvolvem melhor na área de exatas e jogos do que as mulheres” são muito comuns de serem ouvidas e tidas como verdades irrefutáveis. Apesar disso, cientificamente sabemos que afirmações como essa são uma tentativa de atribuir o preconceito a explicações biológicas sem fundamento, mas, ainda assim, uma vez enraizado, contribui para que as mulheres achem que são menos capazes e desenvolvam problemas, como baixa autoestima e síndrome do impostor.
No mundo dos jogos, um relato comum entre as mulheres é que, quando estão jogando, seus erros são atribuídos a seu gênero, enquanto os dos homens são atribuídos à inexperiência do jogador ou a um equívoco.
Isso se aplica até no próprio jogo: uma das primeiras personagens femininas, Samus Aran, começa sua aventura vestida de armadura, mas, quanto melhor for o desempenho do jogador, menos roupa Samus utilizava. Isto é, a representatividade feminina cresceu, mas, infelizmente, nem sempre de forma positiva: a hiperssexualização e a objetificação estão muito presentes, geralmente os uniformes não condizem com uma vestimenta que as ajudaria na situação proposta no game.
E as personagens são assim desenhadas porque a imagem do jogador de videogame é majoritariamente associada ao homem jovem e heterossexual, então a indústria de jogos continua produzindo conteúdos para agradar a esse público-alvo. Mas, para tentar melhorar essa situação e trazer um pouco mais de representatividade para as mulheres que jogam videogame, separamos algumas mulheres que foram imprescindíveis para a ascensão desse mercado:
- Carol Shaw
Carol Shaw foi a primeira mulher a participar da programação de um jogo e era a única na sala de desenvolvimento: diante disso, teve que lidar com muito preconceito e comentários que a depreciavam. Com a criação do River Raid, um dos jogos mais famosos da história, com mais de um milhão de cópias vendidas, ela se tornou um grande sucesso em 1982.
Shaw cursou Ciências da Computação na universidade de UC Berkeley, além de ter realizado mestrado na mesma instituição, chamando, assim, a atenção de diversas empresas, como a Atari.
- Rieko Kodama
Premiada artista, produtora e diretora, Rieko está a serviço da Sega desde 1984 e é considerada a primeira-dama dos JRPGs. Quando criança, ela se interessava por videogames e também era apaixonada por arte, arqueologia e civilizações antigas, conhecimento que ela aplicou nos jogos em que trabalhou posteriormente quando adulta.
- Yoko Shimomura
Uma das mais respeitadas compositoras japonesas, tornou-se uma pianista profissional pela Universidade de Música de Osaka, em 1988. Shimomura decidiu unir as duas áreas que amava: música e videogame, de forma que divulgava alguns de seus trabalhos autorais para as principais produtoras de jogos da época.
Sua carreira começou na Capcom, mas o reconhecimento veio com Street Fighter II: The World Warrior, onde ela criou temas lendários para os lutadores.
Esperamos que nossas informações tenham te ajudado a compreender a importância da representatividade no mundo dos games, para cada vez mais mulheres se sentirem confortáveis ao ocuparem esse espaço. Se for de seu interesse, pesquise também sobre como jogar LoL e outros jogos para conhecer mais desse universo e ajudar a fazer a diferença com inclusão e respeito!
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