O conceito mais avançado reúne o que foi aprendido pelos outros modelos de internet para resolver questões de propriedade pela web
O termo Web3, ou Web 3.0, vem aparecendo cada vez mais, conforme o avanço das tecnologias de blockchains e NFTs. Seu objetivo é conseguir equilibrar o melhor das duas fases anteriores da internet, Web 1.0 e 2.0. A proposta é a descentralização, aliada com a geração de conteúdo pelo usuário.
Para compreender o conceito do Web3, é preciso entender os dois modelos anteriores.
Web 1.0
O primeiro conceito de internet, concebido em 1989, servia para compartilhar informações técnicas online e conectá-las por meio de hiperlinks. Esse hábito ainda persiste em sites de notícias, onde seus links levam para outras páginas de conteúdos relacionados.
Como na época a internet era exclusiva, pouco acessível, a conexão era lenta e o desempenho dos computadores da época era muito inferior aos atuais, e a forma de publicação era descentralizada. Grandes empresas que surgiram nessa época, como Google e Yahoo!, tentavam organizar todo o conteúdo disponível pela web.
Web 2.0
Já na Web 2.0 o conceito é definido pelo grande desenvolvimento de plataformas digitais, que permitem a geração de conteúdo pelos próprios usuários. Dentre os exemplos mais clássicos, encontram-se o Twitter e o YouTube: ambos permitem a publicação de textos ou vídeos produzidos pelos usuários e consumidos por outros usuários, sem a necessidade de empresas e grandes estruturas para a geração desse conteúdo.
Dessa forma, a internet, já mais acessível, veloz e com melhor desempenho de análise, deu voz a bilhões de pessoas ao redor do globo. Mesmo parecendo descentralizado, o conceito de Web 2.0 levou conectividade a gigantes, que, por meio dos algoritmos, podem monopolizar a atenção dos usuários – entre esses gigantes, destacam-se Facebook, Amazon e Microsoft.
E como o Web 3.0 se encaixa nesse futuro?
A proposta do Web 3.0 é unir o melhor dos dois mundos online anteriores: a forma descentralizada de distribuição e a geração de conteúdo por usuários, tudo registrado e distribuído através de blockchain.
Além de resolver problemas como a questão do vício gerado por algoritmos de recomendação de conteúdo de redes sociais e a moderação de posts em plataformas digitais, a distribuição desses conteúdos vai ser feita de forma mais igualitária, sem depender da moderação, através de interferência humana.
Outro ponto importante é que esse novo conceito vai resolver a questão de direitos autorais de textos e vídeos, justamente pelo fato de estar vinculada a uma blockchain – nesse caso, todo o conteúdo gerado vai funcionar como um NFT.
No dia a dia, algumas funções estarão mais seguras, como, por exemplo, as aulas online de professores particulares, que não poderão mais ser reproduzidas em canais diferentes sem autorização ou monetização correta para quem gerou aquele conteúdo. Assim, a questão de propriedade na internet vai ser resolvida de forma simples; aquele vídeo gerado por determinado criador vai ser um token não-fungível, e não vai poder ser replicado sem a devida autorização.

