Se você não pode vencê-los, se junte a eles. Provavelmente foi assim que a Sony Pictures pensou ao adotar sua mais recente estratégia diante dos ataques que tem sofrido nas últimas semanas. Para evitar mais danos, a empresa resolveu “hackear” seus próprios dados divulgados.
Como explica o Re/Code, a companhia está fazendo um ataque de negação de serviço, ferramenta também usada por hackers que “esvazia” os arquivos. Para isso, duas fontes próximas ao assunto afirmaram que a Sony está usando o Amazon Web Services para realizar um contra-ataque.
Em suma, o usuário pode, por exemplo, passar horas baixando um filme vazio da Sony, já que a empresa está trocando os arquivos por outros com o mesmo nome.
O ataque à Sony Pictures começou no último dia 24, quando hackers de um grupo intitulado como “Guardiões da Paz” (ou GOP) deixou a rede global da companhia fora do ar, junto de e-mails e acesso a computadores. Depois disso, cinco filmes da Sony foram divulgados na internet – sendo três deles inéditos – e dados de 47 mil funcionários foram divulgados.
Segundo a Reuters, o ataque pode ter custado à Sony mais de US$ 100 milhões. Especialistas de cibersegurança acreditam que o episódio só não custará mais que o ataque à PlayStation Network em 2011, já que dados de clientes não foram expostos. Na época, a Sony teve que arcar com um prejuízo de US$ 171 milhões.

