Ícone do site Notícias – R.S. Works T.I.

Inteligência artificial na moda: qual o futuro e os limites?

Graphic designer at work. Color swatch samples.

Com campanhas de lançamento de novas coleções, fotografias criadas a partir de textos e modelos feitos por IA, o futuro da moda caminha com a tecnologia

A inteligência artificial (IA) invadiu todas as dimensões da vida humana a um ponto em que não se pode mais viver sem ela, mas também em que se questiona qual o futuro da humanidade e os limites que estamos dispostos a alcançar a partir dela. Assim, mesmo tendo surgido na década de 1950, a IA tomou conta das redes sociais, dos celulares, dos carros e até da moda.

Começou com algumas ilustrações, evoluiu para fotografias e agora já se tem livros e vídeos de marketing circulando por aí, no universo da moda, que foram desenvolvidos inteiramente por meio de inteligência artificial. Quem não ouviu falar da imagem do Papa vestindo uma jaqueta da Balenciaga? Ou mesmo quando a Levi’s informou que usaria um modelo criado por IA para aumentar a diversidade em suas campanhas, ao invés de contratar modelos reais para esse fim?

Outro fator a ser considerado é a possível desvalorização dos profissionais que atuam na área de marketing e criação, visto que a mídia gerada por meio de IA generativa tem valor comercial e alguns clientes podem preferir trabalhar com os robôs do que com artistas reais, por ser mais barato. Mas há sempre riscos no meio digital, que podem gerar uma crise de reputação que pode abalar profundamente as marcas, principalmente porque os bancos de dados de IA são formados com o que é disponibilizado na internet, ou seja, o que ainda não foi inventado ou criado não pode ser produzido pelo robô inteligente.

Todavia, embora haja muitas polêmicas que envolvem o mundo da moda e a IA, não é de hoje que os estilistas contam com o apoio da tecnologia para melhorar as suas criações. Grandes marcas como Valentino, Moncler e Revolve são apenas algumas das maiores fashionistas que estão lançando campanhas comerciais geradas por IA para lançar suas novas coleções. 

Um dos fatores apontados pelos estilistas para aderirem a IA é a diminuição do desperdício de recursos (ambientais e financeiros), menos poluição à natureza, devido a um ajuste no número de peças produzidas e que nunca serão vendidas, além de aumentar a agilidade da produção, com peças de mais qualidade e preços mais acessíveis. Tudo isso devido a integralização do processo criativo e produtivo.

Ao produzir vestidos, blusas de seda, calça jeans masculina clara ou tênis esportivos, por exemplo, uma marca pode reunir todas as ideias e mandar produzir uma quantidade certa do que será vendido, unindo a isso as plataformas de vendas, que já estão estudando como usar a IA para medir as peças em tamanho real e reduzir os gastos com frete e transporte.

Sair da versão mobile