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Estudo sobre Delivery aponta pico de buscas em fevereiro e março com liderança de público entre 55 e 64 anos

Levantamento do iFood analisa o volume de buscas no Google Brasil e revela que o interesse por delivery atinge 201 mil pesquisas nos meses mais movimentados

(Imagem: FG Trade/ iStock)

Pedir comida em casa já faz parte da rotina de muitos brasileiros, principalmente em períodos em que trabalho, estudos e outras atividades deixam menos tempo para preparar as refeições. Esse comportamento também acompanha a expansão do mercado de delivery no país, que movimenta uma cadeia cada vez maior de serviços e entregas.

Um reflexo desse crescimento aparece nas vendas de motos: segundo um relatório da Fenabrave, foram 205,2 mil unidades comercializadas em agosto, alta de 10,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Delivery concentra buscas no início do ano

Um estudo realizado pelo iFood, empresa brasileira líder em delivery, analisou o volume médio mensal de buscas no Google Brasil pelo termo delivery entre agosto de 2025 e julho de 2026 e revelou os meses em que os brasileiros fazem mais buscas por entrega de comida a domicílio. O levantamento também considerou as taxas de interesse no Google, Google Notícias e Google Shopping, revelando a distribuição percentual estimada de interesse por gênero e faixa etária para o termo. Os dados de volume consideram apenas as pesquisas realizadas no Google Brasil e, portanto, não representam necessariamente intenção de compra ou outros comportamentos adjacentes. 

De acordo com os dados, o termo delivery registrou média de 115 mil pesquisas mensais no período. Entretanto, fevereiro e março se destacam: cada um desses meses alcançou 201 mil buscas, quase o dobro da média observada durante o ano.

O resultado mostra que o interesse não se distribui de maneira uniforme ao longo dos meses. A distribuição estimada de interesse é praticamente equilibrada entre homens e mulheres. Entre as faixas etárias, o destaque fica para o público de 55 a 64 anos.

Sazonalidade do delivery: por que o interesse atinge o pico no início do ano?

A diferença entre a média de 115 mil buscas mensais e os 201 mil registros de fevereiro e março indica uma concentração do interesse no primeiro trimestre. Afinal, o período coincide com uma fase de reorganização da rotina após as férias e o recesso de verão.

Durante janeiro, por exemplo, viagens e mudanças nos horários podem alterar a dinâmica das famílias. Com parte dos moradores fora de casa e diferentes horários de alimentação, preparar refeições pode deixar de ser uma tarefa tão prática. O calor do verão também pode favorecer escolhas que exigem menos tempo e esforço na cozinha.

Já a chegada de fevereiro e março representa, para muitas pessoas, a retomada mais intensa do trabalho e dos estudos. Nesse momento, a organização do tempo passa a disputar espaço com outras demandas do cotidiano, o que pode ajudar a explicar a maior procura por alternativas de alimentação mais convenientes.

O orçamento também entra nessa equação. Depois dos gastos associados às festas e às férias, o consumidor tende a observar mais atentamente as despesas. Assim, opções como pratos comerciais e marmitas podem combinar praticidade e custo-benefício.

Perfil do consumidor: o protagonismo da maturidade nas buscas por delivery

A distribuição por idade chama atenção porque contraria a associação entre ferramentas digitais de conveniência e um público predominantemente jovem. A faixa de 55 a 64 anos concentra 46,7% da proporção estimada de interesse pelo termo delivery, participação muito superior à registrada nas demais categorias.

Na sequência, aparecem os consumidores de 45 a 54 anos, com 17,3%, enquanto as faixas de 35 a 44 e 25 a 34 anos representam 13,6% e 12,6%, respectivamente. O grupo mais jovem, de 16 a 24 anos, soma 9,8%.

Com 51% da distribuição estimada de interesse atribuída a mulheres e 49% a homens, o perfil aparece praticamente equilibrado, sem uma diferença significativa entre os dois grupos.

Como pedir delivery?

Pedir uma refeição por delivery pode ser feito pelo celular ou computador, seguindo algumas etapas básicas:

Quais os principais tipos de delivery?

A expansão do delivery também deu origem a diferentes formatos de operação. Eles variam conforme a maneira como o pedido chega ao consumidor e a estrutura utilizada pelo estabelecimento.

O marketplace, por exemplo, reúne diversos restaurantes e outros estabelecimentos em uma única plataforma, facilitando a descoberta de opções pelo cliente. Já o canal próprio concentra os pedidos no site, aplicativo ou WhatsApp da própria empresa.

Outro formato é a dark kitchen, estrutura dedicada à produção de refeições para entrega e sem atendimento presencial.

Por fim, existe o modelo híbrido, que combina canais próprios com marketplaces. Dessa forma, o estabelecimento pode utilizar sua própria estrutura para atender clientes recorrentes e, simultaneamente, recorrer às plataformas para alcançar novos públicos.

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