Mesmo com preços elevados, o setor eletrônico registra crescimento em faturamento, importações e participação de marcas como Samsung e Xiaomi
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O mercado brasileiro de eletrônicos vive um momento de expansão, impulsionado principalmente pelos celulares. Em 2024, o setor faturou R$ 226,7 bilhões, segundo a Abinee, o que representa alta de 11% em relação ao ano anterior. Mesmo com a escalada dos preços médios dos smartphones, que quase dobraram no período, a demanda segue aquecida, refletindo o papel essencial que o aparelho ocupa no dia a dia da população.
Esse movimento também reforça o peso das importações. Dados do sistema oficial Comex Stat apontam que o Brasil importou cerca de US$ 4,49 bilhões em celulares em um período de 12 meses, encerrado em março de 2025. A China responde por 60% desses embarques, consolidando-se como principal origem dos aparelhos que abastecem o mercado nacional.
Marcas disputam espaço no mercado
A concorrência entre fabricantes mostra como o Brasil se tornou um terreno estratégico para as grandes marcas globais. Segundo a empresa Canalys, a Samsung mantém a liderança, com mais de 40% das vendas, seguida pela Motorola (23%). Em terceiro lugar, aparece o celular Xiaomi (15%), que se destaca pelo alto custo-benefício e pela oferta de modelos competitivos em desempenho.
O dinamismo de marcas ajuda a equilibrar a oferta entre modelos básicos, intermediários e de alto desempenho. Essa diversidade é ainda mais relevante diante do aumento nos valores médios, que passaram de R$ 1,3 mil para R$ 2,5 mil em um ano, segundo a IDC. Mesmo com preços mais altos, os consumidores seguem valorizando o acesso ao aparelho, que se consolidou como ferramenta indispensável no trabalho, no estudo e no lazer.
Tendências e desafios para os próximos meses
As perspectivas até o fim de 2025 indicam a continuidade da expansão. A disseminação da tecnologia 5G, o fortalecimento do e-commerce como canal de vendas, a chegada de novos modelos e o avanço da digitalização nas rotinas pessoais prometem ampliar ainda mais o consumo de smartphones entre a população brasileira.
Por outro lado, a forte dependência de importações permanece como um dos principais desafios do segmento no país. A predominância de aparelhos vindos do exterior pressiona custos e deixa o setor vulnerável a variações cambiais. Esse cenário reacende discussões sobre a necessidade de políticas de incentivo à produção local, que poderiam reduzir a dependência externa e fortalecer a indústria nacional de tecnologia.

